top of page
Buscar

O que é Coparticipação?

  • Foto do escritor: IR3
    IR3
  • 30 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 21 de set. de 2025

Plano com Coparticipação vale a pena?

A coparticipação é um modelo de contratação de plano de saúde em que o beneficiário paga uma mensalidade mais barata e, a cada utilização do serviço — como consultas, exames ou procedimentos — arca com uma taxa adicional definida em contrato. Essa cobrança pode ser um valor fixo (ex.: R$ 30 por consulta) ou um percentual do custo do atendimento (ex.: 20% do valor de um exame)

Na maioria dos planos, existe um teto de coparticipação, garantindo que o valor cobrado nunca ultrapasse um limite máximo. Assim, o cliente paga menos na mensalidade e tem previsibilidade mesmo em situações de uso intenso, como internações ou exames complexos.


Uma tendência no mercado dos planos de saúde


Nos últimos anos, os planos de saúde passaram por grandes transformações. Uma dessas mudanças foi a aplicação da coparticipação. Embora muita gente ainda olhe esse modelo com desconfiança, isso geralmente acontece por falta de conhecimento. Afinal, basta analisar o quanto realmente utilizamos o plano de saúde para perceber que, em muitos casos, a coparticipação pode ser uma solução equilibrada.


Pense por exemplo, nos casos mais extremos: internações, cirurgias ou exames complexos. Esses procedimentos custam milhares de reais, mas o cliente arca apenas com uma fração, enquanto o restante é coberto pelo plano. Já nos atendimentos do dia a dia, muitas vezes pagamos mensalidades bem maiores em planos sem coparticipação para um uso real que pode ser bastante baixo.


Plano de saúde com coparticipação


O plano com coparticipação funciona como um fator moderador. Ele reduz a mensalidade e distribui parte do custo conforme a utilização.

  • Vantagens: mensalidade até 40% mais baixa, uso consciente dos serviços, mais opções no mercado e tetos de cobrança que oferecem previsibilidade.

  • Desvantagens: custo variável, dificuldade de prever gastos e não indicado para quem usa o plano com muita frequência.

Sendo assim, trata-se de uma alternativa vantajosa para quem deseja pagar menos todos os meses e não costuma utilizar o plano com alta frequência.



Plano de saúde sem coparticipação

No modelo sem coparticipação, o cliente paga apenas a mensalidade fixa, independentemente de quantas vezes use o plano.

  • Vantagens: previsibilidade total de gastos, ideal para quem usa muito o plano.

  • Desvantagens: mensalidade mais cara e pouca disponibilidade no mercado (menos de 10% dos planos hoje).

Assim, esse tipo de plano é indicado principalmente para famílias com alto uso, idosos ou pessoas que realizam tratamentos contínuos.



O quanto realmente usamos o plano de saúde?


Estudos mostram que, no Brasil, a média de utilização é de apenas 1,5 a 1,8 consultas por pessoa ao ano

Isso significa que, para a maioria dos brasileiros, o uso real do plano é baixo. Portanto, pagar uma mensalidade mais alta em um plano sem coparticipação pode não ser estratégico, já que o valor gasto com coparticipações em consultas e exames básicos tende a ser menor do que a diferença mensal entre os dois modelos.


Plano de saúde com coparticipação vale a pena?


Na maioria dos casos, sim. O plano de saúde com coparticipação oferece mensalidades mais acessíveis e garante o mesmo padrão de cobertura, sendo ideal para quem faz poucas consultas por ano.

Até mesmo em situações de maior custo, como uma internação, quando comparada à economia de mais de 20% na mensalidade, essa diferença mostra que o modelo pode representar uma grande vantagem financeira ao longo do ano.

Bem como pode ser a melhor solução para empresas que desejam oferecer o benefício sem elevar muito seus custos fixos.

No entanto, para famílias com crianças pequenas, idosos ou pessoas em acompanhamento contínuo, pode ser mais interessante considerar a modalidade sem coparticipação, justamente pela frequência de uso.


Conclusão  

A escolha entre plano de saúde com ou sem coparticipação deve ser feita com base no perfil de uso real.

  • Quem busca mensalidade mais baixa e usa pouco o plano, tende a se beneficiar da coparticipação.

  • Quem prefere previsibilidade total e utiliza com frequência, pode optar pelo modelo sem coparticipação.

Antes de decidir qual é a opção mais adequada, procure a orientação de um especialista.



 
 
 

Comentários


bottom of page